Artigos
Destruição ou modificação de mercados?
Ambas podem ocorrer devido as alterações oriundas de suas auto-evoluções ou desconstruções de modelos aplicados.
Mercado é definido conceitualmente como um ambiente social e/ou virtual propício para ocorrer troca de bens e serviços. Numa subdivisão maior, temos os segmentos que ampliam a visualização do próprio mercado.
Ao assistir filmes épicos que retratam a vida dos povos antigos dentro dos castelos medievais ou pelas ruas das cidades da Europa Antiga sem esgoto, com bancadas nas calçadas; causa sensações negativas em relação à higiene, opções de produto, formas de exposição e mesmo condutas de negociação. Ao compararmos com a realidade atual, é possível perceber a evolução que obtivemos. Como por exemplo: No passado existiam ferreiros que fabricavam armaduras e armas de forma personalizada; tabernas que fabricavam as próprias bebidas; curandeiros que formulavam seus elixires etc. Lembrando ainda que, nessa época, a quantidade de atividades e produtos eram infinitamente menores que na atualidade, decorrentes da quase ausência de desejos de consumo e necessidades básicas que ainda não eram totalmente atendidas. Esses mercados deixaram de existir ou foram modificados de maneira a gerar satisfação e benefícios percebidos.
Muitas marcas mundiais e nacionais sumiram do mercado decorrente da falta de inovação ou má gestão, tais como: Xerox, Kodak, MySpace, BlackBerry, Blockbuster, Varig, Olivetti, Banco Nacional, Mappin, Sorvetes Yopa, Lojas Hermes Macedo, TV Manchete, Yahoo, Atari, CBT (Companhia Brasileira de Tratores), Trol Brinquedos etc.
Mercados também sofreram grandes mutações de Market Share, entre os quais é possível destacar: relógios de pulso e despertadores; filmadoras e máquinas fotográficas; calculadoras portáveis; canetas de luxo etc.
Outros segmentos simplesmente acabaram em virtude do avanço tecnológico: Fitas Cassete, VHS, gravadores portáteis, rádio-relógio e despertador, walkman, Bip/pager, Zip drive, Disquete, Retroprojetores, e para fechar a lista... TVs 3D.
A velocidade com que são criadas ou ampliadas, as tecnologias permitem uma rápida evolução, mas também deixam um certo rastro de destruição e desconforto aos céticos e/ou lentos.
O tempo entre ter uma ideia, pesquisar, projetar, desenvolver, testar, finalizar e finalmente colocar à venda, tem diminuído drasticamente. O que na década de 90 levava um ano para chegar ao mercado, agora é possível com três meses; claro que dependendo do formato de trabalho de seus desenvolvedores.
Sempre encontraremos empresas que estão em outro time do Market life cyclo. Neste exato momento temos o dono de uma mini mercearia de periferia que vende mantimentos no balcão, anota a dívida numa caderneta de papel e faz a entrega de bicicleta, e numa distância de menos de 5 km, na mesma cidade, poderemos encontrar um supermercado com delivery, que tem cartão próprio além de um site de e-commerce. Será que o primeiro sobrevive? Sim, mas por pouco tempo certamente, e outros virão. Nesse mesmo cenário também tem consumidores em estágios equidistantes, aqueles que preferem ir pessoalmente fazer as compras e outros que realizam tudo por internet.
Devemos lembrar que enquanto nos utilizamos do existente, tem muitos profissionais criando, inventando ou desenvolvendo novos produtos, novas utilizações, novas formas de ganhar dinheiro ou mesmo facilitar nossas vidas.
Muitas marcas, empresas e produtos deixam de existir em virtude de não acompanharem as mudanças mercadológicas, acreditarem que algumas tecnologias ou canais de compras não os afetarão, ou ainda que os consumidores sempre serão fiéis ao seu negócio.
Podemos afirmar que o tempo hoje é moeda de troca. Pense nisto.
Tudo tem seu tempo, em qual você está?
Professor Nereu Mattiello - Me.