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Habilidades valorizadas no mercado atual
Profissões, mercados e atividades podem surgir a qualquer momento, atendem expectativas e acabam perecendo na maioria das vezes com aviso prévio, mas não percebido pelas pessoas envolvidas. Esta cegueira se dá pelo fato dos interessados estarem imersos nos processos e execução, focando tanto no que realizam, que esquecem de acompanhar os acontecimentos pré-apocalípticos.
Existem situações inquestionáveis que influenciam diretamente no sucesso ou fracasso de profissionais de todas as áreas, entre as quais é possível destacar: o crescimento aritmético e geográfico da população e, por consequência, a concorrência; avanços tecnológicos mudando comportamentos; valores morais confrontados com informações tendenciosas, as quais escondem seus verdadeiros interesses; o aumento exacerbado em ostentar marcas de prestígio; entre tantas situações que podem ser auferidas.
Diante do exposto, as pessoas que almejam ter projeção ascendente no campo profissional necessitam ter maior acuracidade sob algumas habilidades, tais como:
• Não basta executar ordens ou comandos oriundos de uma hierarquia superior, é importante criatividade somado ao espírito inovador, inventivo mesmo em atividades das áreas de “gestão exata” como finanças e contabilidade;
• No passado, muito se falou em relação à visão holística, mas o momento exige mais que conhecer e ver as atividades de uma organização, o pensamento sistêmico ou integração dos núcleos diretivos proporcionam decisões mais assertivas;
• Até pouco tempo com o advento da nova geração conectada com as mutantes redes sociais, falar e escrever de forma abreviativa, sem conectivos, infinitos erros gramaticais somadas às inventivas gírias desconexas do mundo real; era o “boom” do momento. Este fator gerou uma bolha gigantesca que denomino de falsos alfabetizados, pois o nível comunicativo tornou-se uma falácia diante de conhecimentos cumulativos. Mas por outro lado, quem detiver uma oratória somada a uma escrita fluente, tem um grande diferencial competitivo disputado em cargos de alta direção empresarial;
• A máxima de que ninguém é insubstituível, tem confrontado outra vertente conceitual de que devemos simplesmente ser os melhores naquilo que fazemos, ser especialista, ser focado. Ótimo, mas o que as empresas buscam no fundo, são profissionais com elevado grau de versatilidade e flexibilidade para assumir novas posições e desafios por vezes não previstos quando da contratação;
• Por décadas foi incutido de que ser líder não pode ser apenas uma maneira de estar engajado em suas atividades, mas convencer subordinados a executarem tarefas. Entretanto, é desejável que saibamos distribuir responsabilidades a outros e ter a tranquilidade de observar e processar correções de forma discreta. Saber trabalhar de forma paralela à equipe, interagir ao invés de meramente interferir;
• Empresas e pessoas passam por situações críticas adversas à sua vontade, em grande parte das vezes. Muitas obras literárias sobre gestão até então defendiam a ideia de que o responsável direto ou líder formal é quem tem a obrigatoriedade de envolver-se com seus “pares” e influenciá-los positivamente a superarem o momento indesejável. Essa responsabilidade, hoje é buscada de maneira individual, em que a resiliência deve ser uma habilidade pessoal e intransferível.
Este assunto ainda não está esgotando, é instigante e fomenta novos estudos, os quais merecem uma plena reflexão sobre nossos passos no presente e objetivos futuros.
Professor Nereu Mattiello - Me.